segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Sombra...

Oi, tudo bem contigo?

Pensei que para me conhecer, deveria ir mesmo ao fundo.
Ir ao mais puro, mais cru do meu ser...
Vamos então, numa viagem à minha Sombra.














Sabes o que é a Sombra?
Na psicologia a Sombra  refere-se ao arquétipo que é o nosso ego mais sombrio. É, por assim dizer, a parte animalesca da personalidade humana. Mais cru que isto, é díficil.

A Sombra contém todas aquelas actividades e desejos que podem ser considerados imorais e violentos, aqueles que a sociedade, e até nós mesmos, não podemos aceitar. Ela leva a que nos comportemos de uma forma que normalmente não nos permitiríamos. E, quando isso ocorre, teimamos em nos justificar dizendo que fomos acometidos por algo que estava fora do nosso controle.

Então perguntas tu, porquê ir lá? Que posso eu aprender sobre mim nos meus impulsos reprimidos?
Vou-te explicar.

Eu sou uma pessoa com um "sistema" de valores embutido, sob o qual me rejo sempre...
Este sistema de valores que sigo é fruto da educação cuidada que os meus progenitores me deram, incutindo uma bússola moral muito eficaz, que delimita perfeitamente o Bem do Mal. Logo, muito do que vem da minha Sombra é controlado, certo? Ou será mesmo assim?

É que a Sombra também tem os seus positivos...é responsável pela espontaneidade, pela criatividade, pelo insight e pela emoção profunda, características necessárias ao pleno desenvolvimento humano. Eu acredito veemente que devemos tornar a nossa Sombra o mais clara possível. Procurando um trabalho partindo do interior para o exterior.

Ou seja, ao analisar tudo o que eu reprimo e o que deixo transparecer posso melhor entender "de que matéria sou feito".

Bem, fica aqui a introdução daquilo que deverá ser (espero eu) uma LONGA viagem.

Obrigado pela atenção dispensada,

Um bem-haja para ti.

Insónia...

Olá.
Não consigo adormecer. Estou completamente desprovido de sono.
Tenho algo que não me sai da cabeça, por isso decidi vir partilhá-lo contigo.
Talvez me venha o sono depois.

Bem, aqui vai:

Eu sou aquela vozinha na tua cabeça... (E Eu controlo-te!)
Eu sou o sonho que tu queres viver... (E Eu controlo-te!)

Eu sou aquilo que te faz vibrar... (E Eu controlo-te!)

Eu sou tudo o que queres guardar... (E Eu controlo-te!)


Eu levo-te onde tu queres ir...
Eu mostro-te o que deves sentir...
Eu sou tudo que o tens que saber...
Eu mostro-te o que deves ver...
 
Eu sou a tua guerra, Eu sou a tua paz...
Eu sou quem te mostra como se faz...
Eu sou a tua religião...
Eu sou a bala no canhão...
 
Eu arrasto-te para baixo, Eu uso-te para cima...
E tu deixas que Eu te controle!
 
Eu sou a felicidade que queres sentir...
Eu sou o ódio de que tu queres fugir...
 
Eu sou Tudo o que és...
Eu sou a Verdade na tua ilusão...
Eu sou a Força no teu coração...
Eu sou a tua Saída!
 
 
O que achaste?
Dá-me a tua interpretação, adoraria sabê-la.
 
Obrigado pela atenção,
 
Um bem haja para ti.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eles

Olá!


Sim é verdade, já vai algum tempo desde a última vez.

A minha disponibilidade não tem sido a esperada, e isso tem-se reflectido na ausência de posts da minha parte.
Mas estou aqui hoje para corrigir isso.
Já sentia falta sabes? Isto é muito terapêutico para mim.
Tenho estado a pensar no risco que isto tem. De expor assim o que senti/sinto. Conclusão: what the heck, let it rip!
Hoje queria referir sobre o medo. Aliás, receio. Não desculpa, é medo mesmo. Ou foi...

Uma das coisas que mais me perturbou durante a minha recuperação foi o sentimento de medo que me assolou. Pela 1ª vez na minha vida paguei o preço do meu “isolamento” amico-familiar com medo. Não medo por mim, medo por eles...
Pensava nisso a toda a hora: “E se isto não correr bem? E se eu não recuperar? Como é que eles se vão sentir?
Não os podia desiludir. Eles contavam com a minha recuperação. Eles contam com o meu futuro. Como poderia eu negar-lhes todos os sonhos de uma vida? Todas as esperanças? Todos os sacrifícios feitos?
Vivo por eles? Vivo para eles? Não, vivo para os ver, vivo para os sentir, vivo para os ter...
E a eles, por tudo, agradeço do fundo do meu coração, desde antes até depois, desde sempre...para sempre.
Obrigado
Quero-vos bem!
E a ti, Obrigado pela atenção dispensada,
Um bem-haja para ti.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

D is for...Dangerous

Olá!
Sabias que eu sou um grande fã dos Arctic Monkeys?

Ah, mas de certeza que não sabias que o impulso que levou à criação deste blog foi o estar a passar um video-package na Sporttv3 que tinha como música a D is for Dangerous.

Lembrei-me de partilhar com vocês a música, assim como a letra.
Infelizmente, como não consigo encontrar a música sem ser ao vivo, deixo aqui um vídeo que contem as primeiras 3 músicas do album Favourite Worst Nightmare (o nome lembra-te alguma coisa?).

Por isso, aqui fica, seguidas, a Brianstorm, a Teddy Picker e a D is for Dangerous. Um óptimo cartão de
visita destes meninos.


Arctic Monkeys-Favourite Worst Nightmare
Enviado por jhgd12. - Videos de musica, clipes, entrevista das artistas, shows e muito mais.

E...a letra da D is for Dangerous:

He knew what he wanted to say
But he did not want to word it
The dirty little Herbert
Was thinking an escape
But the place was well guarded
The guiltyness that started
Soon as the other part had stopped

D is for Delightful
And try and keep your trousers on
I think you should know you're his favourite worst nightmare

D is for...
Desperately trying to stimulate what it was that was alright
3 quarters of an hour ago
That had led him to be in a position
And every compromission
Another freak episode

He's nearing the brink but he thinks first
The parallel universe perhaps could be the perfect scene

He's nearing the brink but he thinks first
The parallel universe perhaps could be the perfect scene

He's nearing the brink but he thinks first
The parallel universe perhaps could be the perfect scene

He's nearing the brink but he thinks first
The parallel
I think you should know you're his favourite worst nightmare

D is for delightful
and try and keep your trousers on
you should know you're his favourite worst nightmare

Espero que tenhas gostado tanto quanto eu.
Para a próxima volto com um post mais elaborado.

Obrigado pela atenção,

Um bem haja para ti.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Exposição Mental...

Olá!
Viste saber das últimas?

Bem a vida corre normalmente, segue o seu curso, aquele que eu lhe dou todos os dias. Tem que ser não é?
Estive a pensar na exposição que quero dar a isto. Ao blog. Basicamente isto vai ser como uma galeria de arte...os quadros serão os meus pensamentos. Apreciados por uns, criticados por outros...mas sei que preciso que isto seja exposto. Porquê? Muito Simples.

Ora eu com este blog, quero analisar-me. Perceber verdadeiramente tudo o que me compõe. Obviamente este é um pensamento utópico, nunca conseguirei conhecer-me verdadeiramente. E ainda bem, senão isto tornava-se aborrecido.



A verdade é que aquilo que nós somos, realmente, nunca ninguém irá saber. Existe no entanto 2 percepções que podem (ou não) estar próximas: o que eu acho de mim e o que os outros acham de mim!
Ambas as percepções sofrem dos seus vícios, daí não serem perfeitas. E como a perfeição não existe, vamos contentar-nos com isto.

Serve este post para abrir caminho aos posts que aí vêm, onde eu vou dar a minha percepção de MIM e espero que tu colabores, dando-me a tua. Quero que me digas o que achas sobre aquilo que eu acho.
É esse o objectivo deste ensaio.

Posto isto, deixo-te em nota que irei postar em breve.
Vem aparecendo, eu gosto da tua companhia.

Obrigado pela atenção,

Um bem haja para ti.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Faz as merdas acontecer!

Oi.
Tudo porreiro contigo?

Hoje não vou deixar por aqui muitas palavras, apenas um pensamento.

FAZ AS MERDAS ACONTECER!



Este é o espírito que me tem empurrado para a frente e é assim que vou continuar.

Espero que faças o mesmo.

Um bem haja para ti!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Limites e Limitações

Olá.
Tu por aqui?

Como estás? Eu estou bem obrigado.

Limites...como eu gosto de limites. Quer dizer, não dos limites em si, apenas da sua “existência”. Porquê? Simples! Adoro esticar os limites. A meu ver, os limites existem para serem esticados ao máximo, muitas vezes até quebrados. Talvez seja pelo meu espírito desafiador, mas eu estico muito os meus. Às vezes até demais confesso. Mas tiro um grande gozo de o fazer. Sou um inconformado por natureza e, como tal, o “cross the line”, “break the limit”, são lemas que procuro seguir no meu Hedonismo.

Limitações...como eu odeio limitações. São tão negativas, tão...limitativas. Mas estou a ser redundante. Não por mero acaso, mesmo para dar ênfase ao que quero dizer. São quase sempre definitivas e há que aceitá-las. Pás de probleme.

A diferença entre os limites e as limitações é que enquanto quebrar os primeiros pode ser divertido, lidar com os segundos pode ser muito difícil. Pelo menos para alguém como eu.

E quando os limites e as limitações convergem? É essa a razão deste meu post.

Quando iniciei a minha fisioterapia deparei-me com este cenário. Que caminho seguir? Quebrar os meus limites ou aceitar as minhas limitações? A ideia e o objectivo da fisioterapia levar-me-ia a tomar a escolha mais lógica, quebrar os limites. Mas o meu espírito desafiador deparou-se com algo com que nunca se tinha deparado anteriormente. O extremo reflexo físico do limite. O exponente máximo da Dor que sentimos quando tentamos quebrar um limite. Seja ela Dor psicológica, espiritual ou física, seja qual for o limite. Essa Dor está sempre lá. É sempre o indicativo que quebramos o limite. Às vezes essa Dor representa sucesso, outras vezes fracasso. E eu senti a Dor quando atingi o limite. Então para a minha mente era óbvio: Break the limit; para o meu corpo...era o oposto. Aceitar a limitação, evitar a dor.

Lutei (e ainda luto) muito para esticar o meu limite, reduzir a limitação. Lutei e senti a Dor. Já estava mentalizado para lidar com ela, mas a verdade é que comecei a sucumbir. Comecei a conhecer o limite da minha força anímica. Cada vez que esticava o meu limite físico aproximava-me do meu limite anímico. Comecei a achar que não valia a pena, a aceitar a limitação...

Há várias razões para tal ter acontecido. A minha vida durante meses limitou-se (mais limites e limitações...) a ser a minha recuperação. E grande parte da minha recuperação, a fisioterapia. Senti-me preso, percebes? A minha vida era a doença e as limitações que ela me trazia. Coisas com as quais eu não estava habituado a lidar. Afinal de contas, eu odeio limitações!

Para finalizar, conto-te que recuperei a força anímica. Custou. Mas abri os olhos. Percebi que eu não me defino pelas minhas limitações, defino-me pelos meus limites. E esses, eu estico-os a toda a oportunidade que tenho.

Continuo com a fisioterapia. Continuo a sentir a Dor. Cada vez menos...quem sabe qual será o limite da minha limitação?

Obrigado pela atenção,

Um bem haja para ti.

domingo, 11 de abril de 2010

Abertura

Como em quase tudo na minha vida, isto nasceu de um rasgo de espontaneadade.
Daqueles que me dá, me aparecem assim de repente.
Pensei:
É isto, vou voltar ao mundo dos blogs!
And....I made it! I'm back!

Quem diria que depois tantos outros ensaios, eu iria voltar.
A verdade é que senti uma necessidade de me voltar a expôr.
Porquê? Óptima questão, especialmente para mim, que sou obcecado com porquês...
A resposta tem tanto de simples como de complexa:
Recentemente, dei por mim a lutar com um problema de saúde que me fez ver muita coisa em perspectiva...o "engraçado" foi que a minha perspectiva tornou-se muito diferente daquilo a que eu me tinha habituado. A doença ter-me-ia mudado? Será que eu já não me conhecia?

Pois, as respostas ainda não as tenho...é aí que entra este blog.
O Meu Pesadelo Favorito! Vou-me re-conhecer, perceber quem sou, perceber o que mudou.
Se é que algo mudou.

Obrigado pelo tempo dispensado.

Um bem haja para ti.